E as coisas de meu deus?
as crianças de nossa rua que não mais sorriem...
me dá um abraco e só um abraço
caído sobre meus joelhos e as costas ardidas
todo pecado se foi e agora dói mais
e os tempos,
as dores,
as curras e as curas
cadê você minha irmã
minha moça
cheiro doce de maçã
não há perdão para quem não peca
não há para quem não peça
a chuva tardia em minha janela
para lavar a poeira e o gosto ruim da ausência
dois dias de dor
dois anos de amor
duas ou mais faces
eu sigo o vermelho
sigo, sigo , sigo
sem parar pra não pensar,
sem olhar pra não enxergar,
sem querer pra não sentir...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
a vida dos ventos altos
Que venha o veneno em pequenas doses
e das alturas a loucura aos poucos
dos cheiros e sabores as lembranças
pedaços de janelas altas e olhares ao céu
amores e dores a vista
da noite a ausência,
o fim da noite a espera
outras noites
outras cores
outros doces
e só a escrita cura meu vício
o sabor dos cabelos,
formas estranhas e gostos mil
a chance da conquista
da reconquista
talvez só a chance
talvez só o nada
e do deserto uma flor
e a água de meninos brincarem
bocas para tocarem
beijos pra flertarem
sem querer ausências,
defesas,
entregas e tão somente elas interessam
só elas realmente importam
um momento,
a única verdade talvez seja o momento
de resto apenas fantasias nos atormentam
e tiram o sabor verdadeiro das coisas
e das alturas a loucura aos poucos
dos cheiros e sabores as lembranças
pedaços de janelas altas e olhares ao céu
amores e dores a vista
da noite a ausência,
o fim da noite a espera
outras noites
outras cores
outros doces
e só a escrita cura meu vício
o sabor dos cabelos,
formas estranhas e gostos mil
a chance da conquista
da reconquista
talvez só a chance
talvez só o nada
e do deserto uma flor
e a água de meninos brincarem
bocas para tocarem
beijos pra flertarem
sem querer ausências,
defesas,
entregas e tão somente elas interessam
só elas realmente importam
um momento,
a única verdade talvez seja o momento
de resto apenas fantasias nos atormentam
e tiram o sabor verdadeiro das coisas
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
por uma doce letra
O espelho com o oposto do mesmo
o choro desce quente por causa das chaves
o que não é compreendido por não ser exposto
a espera de um afago, de um abraço
e a dureza de palavras
de intelectualismo
de frustração
os vôos do amor e a dor
nas pisadas pequenas de passos tímidos
o homem de mãos e olhos grandes
nas orgias de sentimentos
e a mãe triste que espera numa cadeira,
sempre a mesma espera,
longa e solitária...
os alados e os homens flutuam
na pouca luz de tristes canções e o gosto, o tempo, o toque
a ânsia
o vermelho da repulsa e todas as cores de um gozo vil
os esguios de exemplo
da família casta
de insosso ventre
que se faça a guerra
das facas pueris e do sangue os barris
os tonéis
talvez
os cordéis
e todos os sabores coloridos
doídos e puídos
de uma doce letra

o choro desce quente por causa das chaves
o que não é compreendido por não ser exposto
a espera de um afago, de um abraço
e a dureza de palavras
de intelectualismo
de frustração
os vôos do amor e a dor
nas pisadas pequenas de passos tímidos
o homem de mãos e olhos grandes
nas orgias de sentimentos
e a mãe triste que espera numa cadeira,
sempre a mesma espera,
longa e solitária...
os alados e os homens flutuam
na pouca luz de tristes canções e o gosto, o tempo, o toque
a ânsia
o vermelho da repulsa e todas as cores de um gozo vil
os esguios de exemplo
da família casta
de insosso ventre
que se faça a guerra
das facas pueris e do sangue os barris
os tonéis
talvez
os cordéis
e todos os sabores coloridos
doídos e puídos
de uma doce letra

quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Hoje eu quero o silêncio
Hoje eu vou fazer silêncio
hoje eu quero apenas um silêncio
e nada mais nos braços
só um silêncio de olhos e ventres calados
e se pudéssemos ter a velocidade...
e deitássemos nas redes de nosso gozo...
travessos de silêncios e risos ao léu
haverá paraíso, paradeiro
juízos e arrepios
dos cavalos marrons o viço
e o jeito do vício
a fúria do pífio
e a dor dos poros
das flores amores e outras brincadeiras de rimas mil
a única certeza de um flerte intuído
seja como for, que seja azul
das trovas o doce
do sangue, vermelho
sem nada
sem gosto
sem saliva
e as verdades e mentiras brincando de não serem elas por elas e por nós
nunca mais
mais na pele
mais dele, dela
mais de nós
e os sabores de nós mesmos
os dissabores de nós mesmos
tempo que tem tempo sem fim
caminhando nas linhas
do tempo
hoje eu quero apenas um silêncio
e nada mais nos braços
só um silêncio de olhos e ventres calados
e se pudéssemos ter a velocidade...
e deitássemos nas redes de nosso gozo...
travessos de silêncios e risos ao léu
haverá paraíso, paradeiro
juízos e arrepios
dos cavalos marrons o viço
e o jeito do vício
a fúria do pífio
e a dor dos poros
das flores amores e outras brincadeiras de rimas mil
a única certeza de um flerte intuído
seja como for, que seja azul
das trovas o doce
do sangue, vermelho
sem nada
sem gosto
sem saliva
e as verdades e mentiras brincando de não serem elas por elas e por nós
nunca mais
mais na pele
mais dele, dela
mais de nós
e os sabores de nós mesmos
os dissabores de nós mesmos
tempo que tem tempo sem fim
caminhando nas linhas
do tempo
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