quinta-feira, 25 de setembro de 2008

a chuva

E as coisas de meu deus?
as crianças de nossa rua que não mais sorriem...
me dá um abraco e só um abraço
caído sobre meus joelhos e as costas ardidas
todo pecado se foi e agora dói mais

e os tempos,
as dores,
as curras e as curas

cadê você minha irmã
minha moça
cheiro doce de maçã

não há perdão para quem não peca
não há para quem não peça

a chuva tardia em minha janela
para lavar a poeira e o gosto ruim da ausência
dois dias de dor
dois anos de amor
duas ou mais faces

eu sigo o vermelho
sigo, sigo , sigo
sem parar pra não pensar,
sem olhar pra não enxergar,
sem querer pra não sentir...