quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Hoje eu quero o silêncio

Hoje eu vou fazer silêncio
hoje eu quero apenas um silêncio
e nada mais nos braços
só um silêncio de olhos e ventres calados

e se pudéssemos ter a velocidade...
e deitássemos nas redes de nosso gozo...

travessos de silêncios e risos ao léu
haverá paraíso, paradeiro
juízos e arrepios
dos cavalos marrons o viço
e o jeito do vício
a fúria do pífio
e a dor dos poros

das flores amores e outras brincadeiras de rimas mil
a única certeza de um flerte intuído
seja como for, que seja azul

das trovas o doce
do sangue, vermelho

sem nada
sem gosto
sem saliva

e as verdades e mentiras brincando de não serem elas por elas e por nós
nunca mais
mais na pele

mais dele, dela
mais de nós
e os sabores de nós mesmos
os dissabores de nós mesmos

tempo que tem tempo sem fim
caminhando nas linhas
do tempo