sexta-feira, 8 de maio de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
o tempo e eu
o tempo que começa e se encerra em si
eu nasço e morro em mim e em qualquer outra coisa que eu queira
eu e o tempo somos atemporais e impessoais
nunca e sempre
indo e voltando
para o lugar do lugar nenhum
para o tempo onde o tempo não existe
onde eu não exista
onde seja tudo somente uma ilusão-realidade qualquer
eu sou o tempo que não existe
o tempo sou eu quando ele quer
quinta-feira, 9 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
formas diferentes de pensar
mãe: você pensa muito grande meu filho
filho: vocês juntavam dinheiro e compravam bens, eu não junto dinheiro e compro meus sonhos...
filho: vocês juntavam dinheiro e compravam bens, eu não junto dinheiro e compro meus sonhos...
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
reflexões
não pode haver sentido numa coisa que começa e termina independentemente de nossa vontade como a vida
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
chuva de letras
Textos me vêm como a chuva
Textos me pesam
E só quero tirar a roupa molhada da obscenidade das palavras
Assim a loucura de meus amigos escorre pelos dedos
E o casamento entre pessoas pode?
Eu quis te conhecer
E você nem me deu um olhar sequer
Te chamei pra dançar e você disse não
Negar duas vezes a mesma pessoa dá muito azar
Cem anos de solidão
Sem anos
Sem planos
E essa voz sussurra doce lambendo as paredes vermelhas de minha sala
e minha sombra lá
Você nem sequer existe
Você existe e me olha, esnoba, canta e vai embora
Será que hoje vai chover?
Peça aos santos que não
Nos sonhos todas as dores
E os números são só para brincar com a escrita
Brincar na tempestade...
Entrega de um doce torpor
correndo pernas abaixo
Mar adentro
Pelo amarelo das costas dela
quem pode tocar o amarelo vil?
Onde a morte vem aos poucos e o sorriso se instala aos poucos
Ouço um violino brincar de tocar sua dor
toca,
suga,
impressiona
E os dedos marcados nas costas
Os dedos,
as dores,
as lembranças,
as esperanças...
assim são as doçuras
assim são as agruras
não pretensas,
duras
Textos me pesam
E só quero tirar a roupa molhada da obscenidade das palavras
Assim a loucura de meus amigos escorre pelos dedos
E o casamento entre pessoas pode?
Eu quis te conhecer
E você nem me deu um olhar sequer
Te chamei pra dançar e você disse não
Negar duas vezes a mesma pessoa dá muito azar
Cem anos de solidão
Sem anos
Sem planos
E essa voz sussurra doce lambendo as paredes vermelhas de minha sala
e minha sombra lá
Você nem sequer existe
Você existe e me olha, esnoba, canta e vai embora
Será que hoje vai chover?
Peça aos santos que não
Nos sonhos todas as dores
E os números são só para brincar com a escrita
Brincar na tempestade...
Entrega de um doce torpor
correndo pernas abaixo
Mar adentro
Pelo amarelo das costas dela
quem pode tocar o amarelo vil?
Onde a morte vem aos poucos e o sorriso se instala aos poucos
Ouço um violino brincar de tocar sua dor
toca,
suga,
impressiona
E os dedos marcados nas costas
Os dedos,
as dores,
as lembranças,
as esperanças...
assim são as doçuras
assim são as agruras
não pretensas,
duras
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
...
Humano
Em demasia humano
Com os dentes cerrados caminho
jogando pensamentos e desilusões na roda de angústias
já que lá moram os espinhos
As dores purgam e contorcem os nervos
As dores sangram
Os homens regurgitam desejos nas bocas lascivas noturnas
dançam e brincam com paixões
Ao lado da porta sentada a esperança
querendo ficar
O excesso de páginas em branco angustia
onde nada mais se arranca das letras senão as dores
as culpas
os vícios
as voltas e revoltas
Angústia é o que mancha o resto das páginas
e talvez mais uma porção de palavras
angústia, angústia, angústia
Jogo com as palavras
onde uma porção de letras vêm
carregadas do vazio
destrutivo e convicto
Mares e marés
de deuses os altares
de todos os olhares
do sabor os calcanhares
esquartejado
embriagado
doido recorrente
A loucura lambe com fúria pés acima
e chupa teu sossego
Fecha os olhos
Fecha os olhos e não me olhe com desejo
Não me mostre o desejo que não é meu
esse desejo não é meu
esse desejo que sabe-se lá
esse desejo de si mesma
Um dia que me disse:
sinto falta de mim
sinto falta de mais de mim
nem sei
Não consigo mais
só há a necessidade de tirar a angústia das páginas em branco
de tirar o amarelo suave que permeia o branco tímido, quieto e angustiado dessas páginas
de tirar nem sei o que mais
nem sei
nem sei o tom buscado
nem sei
As noites em claro sabe-se lá por quê
sabe-se lá
noites em claro
noites em claro branco
O branco das páginas é o que me resta
Em demasia humano
Com os dentes cerrados caminho
jogando pensamentos e desilusões na roda de angústias
já que lá moram os espinhos
As dores purgam e contorcem os nervos
As dores sangram
Os homens regurgitam desejos nas bocas lascivas noturnas
dançam e brincam com paixões
Ao lado da porta sentada a esperança
querendo ficar
O excesso de páginas em branco angustia
onde nada mais se arranca das letras senão as dores
as culpas
os vícios
as voltas e revoltas
Angústia é o que mancha o resto das páginas
e talvez mais uma porção de palavras
angústia, angústia, angústia
Jogo com as palavras
onde uma porção de letras vêm
carregadas do vazio
destrutivo e convicto
Mares e marés
de deuses os altares
de todos os olhares
do sabor os calcanhares
esquartejado
embriagado
doido recorrente
A loucura lambe com fúria pés acima
e chupa teu sossego
Fecha os olhos
Fecha os olhos e não me olhe com desejo
Não me mostre o desejo que não é meu
esse desejo não é meu
esse desejo que sabe-se lá
esse desejo de si mesma
Um dia que me disse:
sinto falta de mim
sinto falta de mais de mim
nem sei
Não consigo mais
só há a necessidade de tirar a angústia das páginas em branco
de tirar o amarelo suave que permeia o branco tímido, quieto e angustiado dessas páginas
de tirar nem sei o que mais
nem sei
nem sei o tom buscado
nem sei
As noites em claro sabe-se lá por quê
sabe-se lá
noites em claro
noites em claro branco
O branco das páginas é o que me resta
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
a chuva
E as coisas de meu deus?
as crianças de nossa rua que não mais sorriem...
me dá um abraco e só um abraço
caído sobre meus joelhos e as costas ardidas
todo pecado se foi e agora dói mais
e os tempos,
as dores,
as curras e as curas
cadê você minha irmã
minha moça
cheiro doce de maçã
não há perdão para quem não peca
não há para quem não peça
a chuva tardia em minha janela
para lavar a poeira e o gosto ruim da ausência
dois dias de dor
dois anos de amor
duas ou mais faces
eu sigo o vermelho
sigo, sigo , sigo
sem parar pra não pensar,
sem olhar pra não enxergar,
sem querer pra não sentir...
as crianças de nossa rua que não mais sorriem...
me dá um abraco e só um abraço
caído sobre meus joelhos e as costas ardidas
todo pecado se foi e agora dói mais
e os tempos,
as dores,
as curras e as curas
cadê você minha irmã
minha moça
cheiro doce de maçã
não há perdão para quem não peca
não há para quem não peça
a chuva tardia em minha janela
para lavar a poeira e o gosto ruim da ausência
dois dias de dor
dois anos de amor
duas ou mais faces
eu sigo o vermelho
sigo, sigo , sigo
sem parar pra não pensar,
sem olhar pra não enxergar,
sem querer pra não sentir...
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