terça-feira, 26 de agosto de 2008

Alma Rubro

A cama exala cheiro de vida no quarto sabor de fruta, desfrute
Efemeridade se faz presente num instante eterno
Vem o gozo da vida devida, de vida
Em suas vísceras um momento para sentir a vitalidade
Onde se depara com o maior de nós lá no cantinho esquerdo
por detrás da árvore de ar limpo e maçã nova
Maior lá de que em qualquer outro lugar
grande ou pequeno que se possa tocar
Ali é de sentir, permitir
Ali é rio farto e menino sedento e medroso não entra
E o imenso do outrem é apavorado pelo medo de alguém
Quem era grande de fora se torna pequeno de dentro
O medo pequeno de fora é desespero grande do pequeno dentro
Rio vermelho de néctar escoa e segue até a alma agora rubro
O dia então se faz com a licença poética da noite num beijo de alvorada
Como sonho de menino grande e pequeno que não tem mais medo